Cinema e criação audiovisual flutuante

Participantes da Flotilha durante as filmagens em Iquitos - Peru
Foto: Hackeo Cultural
Participantes da Flotilha durante as filmagens em Iquitos – Peru
Foto: Hackeo Cultural

Por: Lucia Ixchiu.

Partimos do porto de Tabatinga rio adentro para mergulhar em uma viagem de cinema flutuante. Desde Iquitos e vários meses antes, a equipe do coletivo Muyuna — um grupo de artistas, cineastas e gestores culturais que apostaram no cinema para incidir na defesa do território — manifestou, ao se juntar a nós, o desejo de compartilhar seu trabalho e o que sabem fazer: cinema comunitário.

O dia começou com um chamado para uma roda de conversa, onde movimentamos o corpo, dançamos e recebemos as primeiras noções do que seria o início de um processo que, para muitos dos jovens indígenas presentes, era a primeira vez que participavam de uma oficina de cinema.

Um trabalho de narrativas nos permitiu unir as vozes no início de um processo coletivo, comunitário e flutuante. O processo durou quatro dos cinco dias em que navegamos pelo rio Marañón, onde a exuberante selva era o cenário. Foram sessões de trabalho, diálogo e aprendizado para toda a flotilha, que participou de uma forma ou de outra.

O cinema, as câmeras e toda a criatividade tomaram o terraço da embarcação. No barco, três grupos pensavam, escreviam e filmavam seus filmes, guiados pela equipe da Muyuna. Neste barco, os sonhos têm sido parte de toda a viagem.

Grupo de participantes filmando em Iquitos - Peru
Foto: Hackeo Cultural
Grupo de participantes filmando em Iquitos – Peru
Foto:
Hackeo Cultural

A filmagem e as primeiras edições foram gestadas no trajeto de Tabatinga a Manaus, onde nasceu a ideia de fazer um festival de cinema da criação audiovisual da flotilha, o que torna a viagem ainda mais estimulante: contar e narrar nossa própria história a partir da diversidade, dos diferentes idiomas e biomas que acompanham a Yaku Mama.

Apresentação do festival de Cinema Flutuante em Iquitos - Peru
Foto: Hackeo Cultural
Apresentação do festival de Cinema Flutuante em Iquitos – Peru
Foto:
Hackeo Cultural

Tornar sonhos realidade. Para algumas das pessoas presentes, além de ser a primeira vez que saíam do país, também foi a primeira vez que pegaram em uma câmera, uma claquete e equipamentos de som. Sonhar em usar o cinema não apenas para contar nossas histórias, mas também para criar um espaço para defender o território.

Rolar para cima
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.